• É tempo de ir ao shopping center e se deliciar com aquela velha musiquinha cantada pela Simone em toda loja que você entra. Na realidade, em plena véspera de uma data santa e tão bela, fazer compras é um… inferno. Levei inúmeras sacoladas, empurrões e esbarrões, mas foi uma cena bem chata que me marcou nessa aventura: o cachorro e o Papai Noel.

    É normal (bem que eu não acho…) levar o amigo peludo para um passeio no centro de compras. Mas levá-lo pra conversar com o Papai Noel? Como isso não bastasse, o cachorro agarrou um dos ursos que fazia parte do cenário e o rasgou todinho. Restou ao bom velhinho assistir o desastre que acontecia em frente de seu nariz vermelho. Você deve estar me perguntando “e o dono ou a dona?”. Ela estava ali ao lado rindo mais do que Papai Noel em comercial de refrigerante! Claro, seu “filho” tinha acabado de ganhar seu presente de Natal. É… Papai Noel tem que ter saco!

    Nessas horas, o Espírito de Natal está bem longe. Talvez não tenha realmente saído do Pólo Norte.

    Bem crianças, esse ano infelizmente não teremos cartão de natal animado. Em coro: Aaaaaaaaaaaaaaaaah… Mas ao invés disso, e pensando nesse consumismo todo que acontece por aí, criei essa Tirinha (na vertical) para celebrarmos esse dia tão importante e tentar trazer para mais próximo de nós o verdadeiro Espírito de Natal. Que tal um pouco de HUMANIDADE?

     

    Natal 2009

    Natal 2009

    Ótimas festas! E um ano de 2010 nota 10, cheio de PAZ, AMOR e PROSPERIDADE!

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  • Em um belo dia em minha infância, muito antes da Pretinha, meu pai chegou com uma caixa de papelão no banco de trás do carro, e dentro dela estava Pici. Meio boxer e meio pastor alemão (ou canguru), Pici era um cachorro que não tinha nascido para ser domesticado. Talvez por ter sido nosso primeiro cachorro, tínhamos muito medo que ele pudesse nos fazer algum mal. Um dia ele pulou um muro de 2 metros de altura e fugiu de casa.

     

    Depois dele veio Duke, o meio pastor belga. Mesmo sendo um cão bem atrapalhado, foi fiel até o último dia de sua vida defendendo a paz em nosso lar. Sua morte cruel e repentina foi um choque para todos. Chegar em casa e não ter aquele amigão para recepcioná-lo era de uma tristeza muito grande.

     

    Não aguentamos a falta de Duke e algumas semanas após esse incidente, eu e minha esposa fomos para uma feira de cães (feira ao pé da letra, com barraquinhas e hora da Xepa) que fica no parque Villa Lobos, encontrar não um substituto mas um novo companheiro para a família. E como o Natal já estava próximo, decidimos que seria um ótimo presente para meu pai.

     

    Caso não encontrasse o “presente” ideal, ver filhotes de cachorro sempre é um passeio de final de semana agradável. Tinha de tudo, beagles (muito inquietos), pastores, yorkshires (uma praga, todo lugar tem um), poodles (não, obrigado), boxers (não outro Pici), rotveilers (doberman 2 – ele está de volta), pitbulls (doberman 3 – armado e perigoso), labradores… Opa! Labradores são companheiros, bonitos, inteligentes, porte e tamanho bons. Poderia ser uma boa. O único problema é que aqueles que estavam na  feira eram muito magrinhos e desanimados, pobres animais. Bem, hoje não era o dia, vamos embora – pensei.

     

    A caminho para nosso veículo, vimos uma moça com um labrador e dois filhotões dentro do porta-malas do carro. Eram dois labradores negros, lindos. Os dois últimos de uma ninhada de oito. Mas um desses ao nos ver, logo se levantou, abanou o rabo e nos lançou aquele olhar de cachorro abandonado. Amor à primeira vista. Era uma fêmea! Fomos então apresentados ao pai, um enorme labrador chocolate, cabeça grande, porte de caçador, pêlo brilhante e o mais importante: quieto e educado! Era o cachorro dos nossos sonhos. Da mãe, de quem os filhotes herdaram a cor, só vimos a foto (alguma semelhança com o livro Marley e Eu?). OK, vou dar mais uma pesquisada sobre a raça na internet e volto depois! Fui caminhando, minha esposa com uma enorme dor no coração deu um último carinho na cachorrinha e me acompanhou. Nisso, aquela bolinha preta e peluda salta do porta-malas, se espatifa no chão e a segue.  A dona desesperada, logo a agarrou e a colocou novamente junto ao pai.

     

    Entramos no carro, minha esposa me olha e diz: Ela quer vir conosco! Vamos levá-la! E quem sou eu para enfrentar dois olhares de cão abandonado em um só dia? A bolinha pretinha foi para casa quietinha no colo de minha esposa. É como se finalmente tivesse encontrado a paz que a tanto tempo procurava. Quem disse que almas gêmeas não existem? Assim começou uma longa história de amor!

     

     
     

     

     

    Pretinha e Nós

    Pretinha e Nós

     

     

     

     

     

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  • Há uns dois anos, minha esposa veio até mim com um livro em mãos. O livro tinha em sua capa um cachorro com olhar triste, o mesmo olhar que nossa labradora deu no dia de sua compra. O olhar que auto-vendeu primeiro a Pretinha, depois esse livro.

    Depois de alguns dias de leitura, minha esposa me aparece com o livro em mãos e lágrimas nos olhos dizendo: leia esse livro que você entenderá melhor nossa cachorra! Comecei a leitura e o livro descrevia exatamente o seu comportamento. As travessuras, a inteligência… Mas as peripécias de Marley servem apenas como fundo para a história da família Grogan, que pode ser igual à minha e igual à sua. Uma história simples mas gostosa de ser lida. O que justifica a posição do livro entre os Best Sellers por tanto tempo. A adaptação em filme era certa.

    Owen Wilson e Jennifer Aniston estão muito bem nesse filme como sr. e sra. Grogan. É surpreendente quando nos vemos emocionados nos momentos mais dramáticos do filme em que os dois participam, pois estamos acostumados a tê-los sempre em filmes de comédia (não que esse não seja um).

    Mesmo não tendo a mesma profundidade que o livro, valeu muito a pena ter assistido Marley & Eu na telona. Tudo o que uma pessoa precisa saber antes de comprar um labrador está ali: a fome insaciável, a energia inesgotável, o alto poder de destruição de móveis e objetos, … mas também estão a inteligência e o carinho incondicional que ele tem pelo dono. Assistam! Comprem um cachorro!

    Marley & Eu

    Marley & Eu

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