• Mãe, sou um Na'vi!

    Mãe, sou um Na'vi!

    Fui ao cinema e esperava viver a maior revolução do cinema. E vivi! Em termos de produção, Avatar é insuperável. A sensação de estar dentro do planeta virtual de Pandora, é totalmente crível! Efeitos 3D de primeira, ação do começo ao fim e aquele calor… Calor? O ar-condicionado do cinema estava desligado! E o mais engraçado é que todas as pessoas que suaram a camisa para assistir o filme, não reclamaram da sauna que se transformou aquela sala de cinema totalmente acolchoada com isolamento acústico (e térmico). Reclamação feita e a UCI nos garantiu um outro ingresso para assistirmos qualquer outro filme quando quisermos. E lá fui eu conferir Avatar pela segunda vez!

    James Cameron não decepciona seus fãs depois de tanto tempo de espera. Avatar é o maior blockbuster da história. A tecnologia de captura de expressões faciais e de movimentos, ao mesmo tempo, dão maior liberdade aos atores e diretores. E assim nasce uma nova era no cinema!

    O roteiro já possui inúmeros clichês vistos principalmente em filmes com nativos como “Pocahontas” (romance e viagem espiritual), “Dança com Lobos” (aprendizado de costumes) e até mesmo “O Último Samurai” (vira-casaca americano). Mas é um mix muito interessante, e que traz o essencial para um ótimo filme: a diversão!

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  • Tirinha UP - O dente de Ellie

    Tirinha UP - O dente de Ellie

    Demorou, já saiu em DVD, mas o post de UP está aqui! Decidi escrevê-lo nesses dias ao assistir ao clip abaixo. Confesso que bateu uma enorme saudade dessa animação e de seus personagens.

    Cinema 3D

    3D? Bom, não acho que faça tanta diferença. Mesmo porque achei um pouco fraco o uso dessa tecnologia pela Pixar. Quem sabe em uma próxima? Toy Story 3D está aí!

    DVD nacional

    Ainda não comprei o DVD, pois achei que sua versão simples, é tão simples, que mereceria a compra da versão especial em Blu-Ray. Desde Os Incríveis que no Brasil a Disney não lança os DVDs da Pixar com conteúdo extra, a exemplo de Procurando Nemo e o ótimo título Monstros S.A. Os colecionadores de filmes aqui no Brasil precisam desembolsar uma grana extra para comprar um Blu-Ray com o conteúdo extra em 3 discos. Coitado de mim que nem possuo uma TV de alta definição. Mas a vontade de adquirir a versão americana com 4 discos é grande. Infelizmente nela não há a ótima dublagem de Chico Anysio, que aliás se saiu bem nessa aventura!

    A Pixar acertou de novo!

    E pensar que diziam que UP não iria decolar. Como um personagem idoso, um pequeno escoteiro oriental, uma ave estranha e um cachorro falante iriam vender ingressos? Simples: com uma história simples mas envolvente e cheia de cores! Assistir Up é como andar em uma montanha-russa, cheia de altos e baixos. Não digo que os baixos sejam ruins, eles são dramáticos e com uma tristeza de atingir qualquer coração de pedra. Só a Pixar consegue acertar nessa receita na medida certa.

    Antes de ir ao cinema assistir Up com minha esposa, ouvia de quem já tinha assistido: é  uma animação triste. Ela não é triste. É apenas uma grande lição de vida que… bom, para quem não assistiu, vou precisar citar alguns spoilers, então clique no botão abaixo e leia as linhas a seguir depois dessa deliciosa experiência de se assistir UP!

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  • Fanboys
    Fanboys

    Foi comemorado em 25 de maio o Dia do Orgulho NERD. Dizem que foi por causa da estréia do filme “StarWars” em 1977 (um ano repleto de boas novas!). Não sei se foi coincidência, mas acabei por assistir o filme “Fanboys” nessa mesma semana! O filme não saiu ainda por aqui e pelo jeito não vai sair, então tive que “dar um jeito” para assistir. As distribuidoras infelizmente possuem uma miopia de grau altíssimo e não enxergam o potencial do mercado brasileiro. Em nossos cinemas só entram filmes com explosões, tiros e muitos efeitos especiais (opa! “StarWars”!) .

    O filme em si não é espetacular e não possui aquele roteiro elaborado com grandes sacadas. Talvez nem seja realmente esse o seu propósito. Ao meu ver “Fanboys” é uma homenagem a toda uma geração que absorveu tudo o que a saga “StarWars” poderia  oferecer. Quem não conhece Darth Vader, ou o barulhinho de uma sabre de luz?

    E o que poderia ocorrer quando fãs de “StarWars” se encontram com fãs de “StarTrek”? Porrada!

    Mas a grande surpresa do filme, fica para as participações especiais… aquele gordinho lá no fundo de camisa de flanela, na sombra… não é o George Lucas?

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  • Rebobine Por Favor

    Rebobine Por Favor

    Me lembro de uma promoção que havia em nossa locadora: “Devolva 10 filmes REBOBINADOS e ganhe uma locação grátis”. As crianças de hoje nem sabem o que é alugar um filme VHS: Por não estar rebobinado, acabávamos por assistir ao final do filme sem querer. Ou então termos de ficar torcendo para que o vídeo-cassete rebobinasse rápido, pois haviam apenas 5 minutos para a locadora fechar as portas. … Tirando as vezes em que o aparelho “mastigava” aquele seu filme preferido… que saud… Saudades uma ova! Bendito seja o inventor do DVD!

    Era quadradona, não podia ficar próxima a aparelhos ou objetos magnéticos, fazia um volume enorme na prateleira e não era barata. Essa era a nossa querida fita VHS. Com a chegada da era digital, quase virou artigo de museu. A única vantagem em comparação ao DVD era a sua capacidade de gravar e regravar.

    Por falar em “regravar”, já notou que estamos vivendo em uma era de “Refilmagens”? Será que nossos roteiristas estão sem criatividade para novos filmes e novas propostas? Bem, temos uma resposta muito original para essa questão em forma de um filme: “Rebobine por favor”.

    O dono de uma locadora de filmes em VHS viaja e deixa seu sobrinho Mike (Mos Def) como responsável. Um acidente “eletromagnético” acontece e todos os filmes são apagados. No desespero, Mike e seu amigo Jerry (Jack Black) com a ajuda de uma câmera, refilmam os títulos que ali se encontravam e os devolvem às prateleiras. Apesar da falta de recursos nas produções, Mike e Jerry mostram a força de vontade, criatividade e amor ao cinema, que atualmente são substituídos pela ganância de uma grande bilheteria, efeitos especiais e falta de originariedade.

    “Rebobine por favor” é uma grande pedida para aquele dia que você tira para rir. Principalmente se assistiu aos filmes originais “refilmados” por Mike e Jerry.

    Curiosidade: O filme aqui no Brasil foi lançado diretamente para o DVD. Vergonha…

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  • Domingão, aniversário da minha mãe, família toda reunida (inclusive LH, o sobrinho carioca)! Vamos almoçar juntos e depois, que tal um cineminha? … ou melhor… CINEMÃO!

    Deep? Winslet? Naaa...

    Deep? Winslet? Naaa...

    O IMAX de São Paulo, que fica no Bourbon Shopping Pompéia, estreou com o … semi-filme Fundo do Mar 3D (40 minutos de duração). Apesar de ser quase um documentário em curta-metragem, não fica devendo em nada no quesito diversão. É inevitável tentar alcançar com as mãos os pequenos seres marinhos que voam à sua frente.

    Os óculos 3D, que são quase do tamanho de máscaras de mergulho (para você entrar no clima subaquático?), e a tela gigante, que vai do chão ao teto da sala, nos transportam à imensidão azul do fundo do mar. E como é bom saber que a tecnologia evoluiu! Os plásticos azuis e vermelhos agora só servem para encapar livros escolares!

    O preço é um pouco salgado, mas em tempos em que todo brasileiro é estudante, a meia-entrada até que é “digerível”. Outras opções para o desconto são: ser idoso ou ter conta corrente no Unibanco/Itaú. Nesse último caso, não se esqueça do cartão de conta corrente, que precisa estar em seu nome!

    Chegamos às 14hs e precisamos esperar até às 19hs para conseguir um lugar nas cadeiras numeradas do cinema. Aliás, quem entende aquele mapa que simula a sala de cinema? Você nunca consegue sentar onde espera. Mas OK: se é tela gigante, não há erro se você escolher um lugar no fundo da sala (o detalhe é que a primeira fila fica encostada na tela!!!).

    Mas devo dizer que essa sessão IMAX para mim irá ficar marcada para o resto de minha vida! Nem foi pelo tamanho monstruoso da tela, nem pelos efeitos 3D… e muito menos pelas 5 horas de espera. A família de coreanos marcou minha primeira sessão em IMAX! E que fique bem claro: eu acho esse preconceito entre os orientais uma idiotice, então não foi esse o motivo pelo qual achei conveniente deixar o acontecimento registrado. Pelo menos não do meu lado.

    Tudo começou quando esperávamos pela nossa sessão. Depois de andarmos 4 horas pelo Bourbon, decidimos aguardar na praça de alimentação. E logo ali ao lado, era inevitável se notar os 4 meninos orientais e bem vestidos, que pulavam sobre o banco de uma das mesas. Estavam brincando com brindes de fast-food recém ganhos. Eram aviões, discos, armas… brinquedos que devem ser usados ao ar livre. Dava para se notar que eles não tinham sido informados sobre esse pequeno detalhe. Jogavam suas aero-tranqueiras sobre as outras pessoas que se alimentavam pacificamente naquela tarde de domingo. Todos ficavam visivelmente irritados com a situação… … … … menos os pais, que até entravam na brincadeira. Pela fonética de suas conversas, não eram brasileiros nem japoneses. E como fã de Lost, logo percebi que se tratavam de coreanos. Bem, a palavra “desculpe” eles não sabiam falar em nenhum dos idiomas.

    Sun e Jin - Lost

    Sun e Jin - Lost

    Minha esposa logo comenta que em uma das lojas que entrou, avistou essa mesma quadrilha correndo com todas as fichas de entrada do provador, e uma funcionária da loja logo atrás em desespero. A mãe estava ali do lado, só sorrisos. Como sempre digo: Os filhos são os espelhos dos pais!

    OK, chegou a hora de ir para a sala de cinema! IMAX lá vamos nós! Nos sentamos, colocamos nossos óculos e aguardamos ansiosamente para o filme começar. Faltam apenas 5 minutos! “Puxa, a sala está lotada e em nossa frente não sentará ninguém!” pensei. A alegria durou alguns segundos e logo sumiu: Quadrilha de coreanos à vista! Estão subindo (não aqui!), subindo (aí é o lugar de vocês!), subindo (OK, aí está ótimo!), e se sentam na fileira em nossa frente (Nãaaaaaaaaaaaaaaao!!!). Acho que até aqui não comentei que o coreano tinha uns 2 metros de altura. Pois bem, cabeção à vista!

    O filme começa e como previ, as crianças não tinham paciência o suficiente para ficarem 1 minuto sentados em suas poltronas (ou os infelizes tinham hemorróidas). Apenas em algumas ocasiões, os 5 (sim, o pai era o grande exemplo) paravam e assistiam calados ao filme: as cenas de suspense. Comer uns aos outros é muito comum no mundo animal. Isso somado a uma música tensa ao fundo e alguns efeitos sonoros (no escuro e em tela gigante), pode assustar qualquer criancinha. Até mesmo aqueles monstrinhos. Eram nesses momentos que eu me divertia! Em um filme 3D tudo parece muito próximo… tão próximo quanto as cabeças em nossas frentes!!! Naquele dia me diverti muito vendo tubarões, moréias e peixes-lobo transformando aquela família arisca em isca de peixe (arisca, isca… rimou!).

    A vingança às vezes é salgada como a água do mar! … Eu e minha imaginação!

    E sabe o que é pior nesse ocorrido? Quem os viu deve ter xingado: JAPONESES filhos da Xuxa! Pobres nipônicos.

    Análise da história: aqueles coreanos visivelmente não moravam no Brasil e estavam apenas à passeio. Será que na Coréia todos se comportam da mesma maneira? Ou simplesmente pensavam: “Que se dane os brasileiros desse terceiro mundo! Nunca mais irei voltar aqui mesmo!”. Pelo observado, fico com a segunda opção. Me lembrou muito o filme “O império do sol”, onde o pequeno Jim (Christian Batman Bale) destruía toda a casa, e os seus serviçais catavam os cacos resultados de sua arte. Infelizmente ainda somos vistos como um país-colônia.

    Breve curso indesignação de como se identificar um:

    Coreano: Na fonética se tem muito “Kâaaa…”, “kêeee…”, “kôooo…”, usam  muitas consoantes mudas.
    Chinês: Na fonética se tem muito “yeeen…”, “yaaan…”, “yiiin…”, geralmente falam bem rápido.
    Japonês: As sílabas com “A” sempre são abertas e com “O” fechadas, Falam muito “Néee” nos finais das frases.

    Entenderam, né? : )

     

    Cinema 3D

    Cinema 3D

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  • Há uns dois anos, minha esposa veio até mim com um livro em mãos. O livro tinha em sua capa um cachorro com olhar triste, o mesmo olhar que nossa labradora deu no dia de sua compra. O olhar que auto-vendeu primeiro a Pretinha, depois esse livro.

    Depois de alguns dias de leitura, minha esposa me aparece com o livro em mãos e lágrimas nos olhos dizendo: leia esse livro que você entenderá melhor nossa cachorra! Comecei a leitura e o livro descrevia exatamente o seu comportamento. As travessuras, a inteligência… Mas as peripécias de Marley servem apenas como fundo para a história da família Grogan, que pode ser igual à minha e igual à sua. Uma história simples mas gostosa de ser lida. O que justifica a posição do livro entre os Best Sellers por tanto tempo. A adaptação em filme era certa.

    Owen Wilson e Jennifer Aniston estão muito bem nesse filme como sr. e sra. Grogan. É surpreendente quando nos vemos emocionados nos momentos mais dramáticos do filme em que os dois participam, pois estamos acostumados a tê-los sempre em filmes de comédia (não que esse não seja um).

    Mesmo não tendo a mesma profundidade que o livro, valeu muito a pena ter assistido Marley & Eu na telona. Tudo o que uma pessoa precisa saber antes de comprar um labrador está ali: a fome insaciável, a energia inesgotável, o alto poder de destruição de móveis e objetos, … mas também estão a inteligência e o carinho incondicional que ele tem pelo dono. Assistam! Comprem um cachorro!

    Marley & Eu

    Marley & Eu

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